
Ser acompanhada regularmente por um ginecologista é um cuidado de saúde que nenhuma mulher deveria descurar.
Para além de ajudar a prevenir problemas ginecológicos, esta supervisão médica especializada permite detetar precocemente doenças como o cancro do colo do útero e auxilia a mulher a fazer a melhor opção ao nível da contraceção.
De seguida, em forma de entrevista, partilhamos consigo a importância deste tipo de consulta e alguns dos cuidados básicos que a mulher deve ter com a saúde.



A mulher deve fazer uma consulta anual de rotina, caso não haja nenhum sintoma alarmante. A primeira consulta deve acontecer a partir do momento em que inicia a sua atividade sexual. Na pós-menopausa, pode haver necessidade da mulher ir ao ginecologista duas, três vezes por ano.
É fundamental que realize o exame clínico feito pelo ginecologista. Depois há outros exames, consoante a fase da vida. Por exemplo, a mamografia e a ecografia mamária devem ser realizadas a partir dos 40 anos, com uma periodicidade anual. Entre os 20 os 60 anos, recomenda-se a realização do Teste Papanicolau, a citologia de rastreio para o carcinoma do colo do útero.
Por exemplo, o cancro do colo do útero evolui de forma silenciosa, só apresenta sintomas em estados avançados, fase em que a doença poderá não ser curável. Mas se for detetado precocemente é curável em cem por cento dos casos. Por outro lado, o complexo eixo endócrino que regula o ciclo vital e a reprodução da mulher pode sofrer «desafinamentos», fruto da vida diária, do stress, do ambiente, do cigarro, da alimentação, que se forem detetados precocemente é muito mais fácil estabilizar.
Há. Existe uma gama de pílulas com perfis hormonais diferentes e compete ao médico escolher o que mais se adapta à mulher e que lhe possa trazer benefícios.
Por outro lado, sendo um medicamento é metabolizado pelo fígado, excretado pelos rins e essa metabolização pode interferir com doenças que estejam subjacentes ou evidentes nessa mulher.
Por exemplo, o facto de uma mulher com tensões altas começar tomar a pílula sem ser sob vigilância médica pode acarretar riscos para o aparelho cardiovascular, assim como se tiver uma doença de fígado, se tem uma perturbação da coagulação do sangue, se está a fazer medicações crónicas a pílula pode interferir.
Os desinfetantes promovem desequilíbrios ao nível da flora vaginal. Assim, não se devem usar produtos que tenham ph ácido, mas sabonetes ou loções com ph neutro. Também tudo o que torne mais quente a área genital favorece a proliferação de bactérias, nomeadamente de fungos. Usar sempre calças justas ou pensos diários são fatores favorecedores de infeções, nomeadamente de micoses.
Deve consultar um ginecologista, fazer um exame ginecológico, o Teste Papanicolau, fazer análises de rotina, à rubéola, toxoplasmose, hepatite B, Sida … Depois de constatar que as suas análises estão em ordem, deverá começar, se possível, a tomar ácido fólico. Deve também fazer correções do peso antes de engravidar, ou seja, se estiver magra demais deve aumentar de peso, assim como se estiver com peso a mais deve emagrecer.
Se alguma destas situações ocorrer, não hesite em procurar o ginecologista:
- Perda de sangue durante as relações sexuais;
- Hemorragias durante a menopausa;
- Alterações da menstruação (período mais abundante e durante maior número de dias ou sangramentos fora do período menstrual);
- Nódulos ou tumefações na mama;
- Corrimentos acompanhados por prurido, ardor ou mau cheiro.















