É um ramo da psicologia que tem como objetivo a compreensão da pessoa na sua totalidade, na sua singularidade, em situação e em evolução, considerando-a como um ser único, singular, não semelhante a qualquer outra. Uma das principais funções do psicólogo é a realização de avaliações psicológicas; conduzindo, deste modo, à elaboração de psicodiagnósticos diferenciais, de estudos da estrutura da personalidade, da deterioração mental, bem como da compreensão do funcionamento mental global da pessoa. Estas avaliações psicológicas têm como objetivo principal despistar qualquer indício psicopatológico.

Outra das funções é o acompanhamento psicológico/psicoterapêutico, em que o psicólogo adota essencialmente uma postura de suporte e contenção, procurando igualmente criar, em conjunto com a pessoa, estratégias de intervenção psicológica para diminuir, aliviar, e até extinguir o sofrimento da pessoa, de modo a restabelecer o bem-estar e o equilíbrio emocional.

Qualquer psicoterapia é, acima de tudo, um trabalho de relação entre duas pessoas. Nesta relação, o psicólogo compromete a sua personalidade e o seu saber, decorrente da sua experiência e formação, no sentido, de desenvolver, na pessoa, a confiança e a recetividade. Assim, a relação terapêutica constitui-se como o protótipo de todas as relações humanas, ao serviço da articulação, elaboração e revisão das construções mentais, empregues pelo paciente, como forma de organizar a sua experiência e ação. A relação terapêutica é, portanto, uma relação de ajuda, compreensão e apoio na qual o psicólogo não realiza julgamentos, ou juízos de valor. Pelo contrário, leva a pessoa a uma abertura de seu campo de visão, para que possa perceber a sua vida sob novas perspetivas, analisar e entender melhor as suas características, potencialidades e limites, utilizando o conhecimento adquirido em benefício de seu crescimento pessoal.

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